Anatomia dos Sentimentos

Maio 25 2009

 

Sinceramente, vou fazer uma descrição deste sentimento, sem vivenciá-lo efectivamente de forma “viceral”, apenas como alguém que tenha convivido directamente com pessoas que tiveram este tipo de atitude, - aliás quase todos nós já fomos um dia, vítimas de um ato cobarde!

 

Percebo claramente que alguns confundem cobardia com o medo, penso que ambos são sentimentos completamente distintos, o medo por sua vez, está ligado directamente ao factor de auto-preservação, defesa, e auto-protecção, é um sentimento inerente à nossa vontade, que já nasce com cada indivíduo, em maior ou menor escala, sem discriminação de sexo, ou origem, este, pode e deve ser trabalhado à nível existencial, de forma a servir como elemento protector, e não nocivo à nossa existencia moral e social, enquanto seres humanos.

Já a “cobardia”, vejo de uma forma nociva de negação à uma realidade, este sentimento esta ligado directamente, a deslealdade para consigo mesmo e com os outros, caracterizada pela traição aos próprios sentimentos e valores, isso pressupondo, que não se trate de uma pessoa com “desvios” de carácter, personalidade ou conduta, pois neste caso, a cobardia é aliada a todos os outros comportamentos negativos, que compõem a natureza deste seres, que naturalmente passam ao largo de terem a denominação de “Seres Humanos”... Cito a questão da cobardia, enquanto elemento de actuação em pessoas ditas “normais” ou “convencionais”, com seus valores, defeitos, feitios, virtudes e qualidades, as atitudes cobardes, podem passar por varias questões, não assumindo a sua realidade perante os demais, que vão desde o social, profissional, moral ou afectivo. No momento em que é requisitado pela vida ou pela situação, estes abstenhem-se de uma tomada efectiva de posição ou postura, pelo simples facto de não querer à enfrentar, pelo egoísmo de não se expor, pelo comodismo do “deixa andar”. Acredito que seja infinitamente triste, se o mesmo, ao olhar-se no espelho, este lhe disser que sua atitude diante desta, ou daquela situação foi “COBARDE”, deve ser uma das piores cobranças feitas a um ser humano, pois esta cobrança “secreta”, é feita pela própria consciência, pelo travesseiro em noites longas e mal dormidas, uma cobrança que mais ninguem vê, além dele próprio, mas cujo eco, está presente na maior parte do dia, e na maioria das vezes os danos e a tortura psicológica, causados pela cobrança da consciência feito diante de uma atitude cobarde, sejam muito mais prejudiciais a nível mental e existencial, do que o dano que se enfrentaria ao ser corajoso, e assumir as conseqüências de uma atitude tomada, na direcção do crescimento e do êxito. Não devemos nos esquecer que tudo na vida tem um preço, e que as atitudes cobardes, trazem consigo, o valor de uma factura, por algumas vezes impagável, cujo sabor sabe sempre a “derrota”, não deixando de frisar que a cobardia ou a coragem, fazem parte da índole do indivíduo, em vários níveis e graus, podendo manifestar-se de várias formas ao longo da vida - a coragem muitas vezes também tem um preço, mas de certeza um preço muito mais honroso, que vem acompanhado do sabor à vitoria, mesmo que seja suave . - Enquanto os “corajosos”, acabam sendo por serem lembrados em uma hora ou outra, os “cobardes” são sempre os primeiros a serem esquecidos!!!!

KATYANE NASCIMENTO escreve: anatomiadossentimentos às 20:03

Abril 28 2009

 

Talvez um dia você já tenha se apanhado com o seguinte pensamento: “Como fulano é invejoso”... É um momento de julgamento que todos nós já passamos um dia... talvez não tenhamos dado conta é que num “momentinho qualquer”, sob a forma mais camuflada e discreta possível, já fomos de alguma maneira invejosos... Não aquela inveja nociva e predatória, que interfere negativamente nas nossas atitudes em relação à pessoa objecto da nossa inveja... Mas falo, daquele sentimento de frustração ao qual gostaríamos de: ser, ter ou fazer alguma coisa, para o qual não nos dispusemos ou efectivamente, não lutamos para conseguir ou até mesmo merece-las. Quando nos colocamos na posição de juizes das atitudes ou invejas alheias, nosso ego parece maior ou melhor em relação ao ego da outra pessoa, nesse momento falta-nos a generosidade de entender a limitação do próximo, sem a pieguice de simplesmente perdoar, falta-nos a boa vontade de alguma forma, tentar mudar e interceder junto aquele alguém, que muitas vezes haja-o, por pura ingenuidade e ou desconhecimento de suas capacidades de lutas ou vitórias, se colocam na posição de simplesmente invejar, cobiçar ou culpar o mundo a sua volta, pelas limitações impostas pela vida, as quais não foi capaz ou não conseguiu driblar...

Temos de estar sempre atentos, pois o vírus da inveja, pode num momento de distracção nos infectar mesmo que levemente, aí não podemos ser algozes de nós próprios, pois não seremos invejosos – "estaremos" invejosos - aquele que o "é", já desenvolveu o sentimento de inveja, na sua forma primitiva e nociva, acabando assim por ser um sentimento enraizado na sua personalidade, passa a fazer parte do carácter desta pessoa; ao passo que quando "estamos" invejosos, estamos a desenvolver a síndroma da inveja, daquilo que conscientemente ainda não desenvolvemos, ou alcançamos a nível mental ou material; Se estivermos alertas a essas armadilhas elaboradas por nosso ego, podemos até nos permitir "estar" invejosos, mas que esta permissão, seja concedida diante de uma real vontade de mudança, ou busca de melhorar aquilo que não está certo ou não nos satisfaz, e alcançar verdadeiramente e através de meios honestos, aquilo que vem a ser o objecto de nosso desejo, dissipando de forma saudável o sentimento de inveja desenvolvida, seja a nível, pessoal, material ou emocional... Acredito que será com este tipo de ação, que estaremos cumprindo um dos nossos objectivos, o de nos tornarmos pessoas melhores!!!

 

KATYANE NASCIMENTO escreve: anatomiadossentimentos às 18:53

Março 23 2009

Fiquei imensamente decepcionada com uma mentira que descobri, vinda de alguém que eu não esperava...(acontece a todos nós)... Estudos feitos por pesquisadores da Organização Mundial de Saúde, comprovaram que nenhum ser humano consegue passar 24hs sem dizer uma mentira – mesmo que seja uma mentira “social” do tipo: -  Chego em breves minutos, apanhei transito, tenho coisas a tratar, fiquei sem bateria, etc. Sejamos realistas, se usassemos de toda sinceridade sempre, o mundo seria um caos,  toda gente, faria um infindável número de inimizades. Até mesmo quando cumprimentamos alguém a perguntar: - Como está, passou bem?, no fundo quase nunca estamos realmente interessados no outro, estamos sim, a ser gentis, sociáveis e educados.

O problema real da mentira, está quando subjulgamos a possibilidade de sermos apanhados,  mais ainda quando mesmo não existindo dolo, uma mentira simples, toma proporções que acaba  por comprometer nossa credibilidade, a ponto tal, que se perde a confiança de pessoas valiosas de forma irremediável, que ao fim e ao cabo, percebemos que a mentira não valeu a pena.

Temos de estar atentos às armadilhas montadas pela mentira, que em princípio pode não ser nada de importante, porém o que acaba por contar na visão das pessoas é a “atitude”, e não efectivamente o teor da mentira em si, mesmo que a verdade não possa ser colocada de imediato,  é importante que saibamos usar a inteligencia e medir sempre as consequencias de uma simples mentira, se calhar usamos a omissão, como uma vertente à mentira, mas que em determinadas circunstancias compromete da mesma forma. Acredito sinceramente, que a maioria das verdades, usadas com inteligencia e ponderação, poderam ser colocadas de uma forma serena,  muito menos danosa que uma mentira. Lembre-se com as ferramentas tecnologicas que estão à serviço de todos nós, “mais rápido apanha-se um mentiros que um coxo” – O "google" que o diga!...

 

KATYANE NASCIMENTO escreve: anatomiadossentimentos às 21:33

Março 10 2009

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte

"Mais que admirar tão belas palavras  se faz necessário vivenciá-las dentro de nós, por em prática aquilo que realmente acreditamos, pois a vida é uma conquista pessoal, é um reconhecer de méritos ou não, o mais importante é ter coragem de tentar e não ter medo de ser feliz!!!!"  -
(Katyane Nascimento)

KATYANE NASCIMENTO escreve: anatomiadossentimentos às 19:24
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Março 05 2009

 Quando resolvemos ter um encontro com nós próprios, olhamos em volta e nos perguntamos para onde vou? – Mergulhamos na primazia que o encontro deverá ser com a felicidade... Mas quem será esta senhora?... Aí mascaramos esta busca em nome de coisas indecifráveis, olhamos para o que gostaríamos de ser, ter, ou fazer..., em alguns casos a interrogação toma proporções esmagadoras, somos abatidos por uma torrente de frustrações e impotências, que passam por cima dos nossos sonhos e desejos como se fosse um gigantesco rolo compressor... E se tivermos atenção resolvemos lutar, mesmo que tudo conspire contra, e se não conseguimos realizar na integra nossos desejos e sonhos, conseguimos ao menos condensa-los ou cataliza-los, em coisa palpáveis e próximas da realidade dos nossos desejos, sejam eles do nível profissional ou emocional...

 No tocante ao profissional, temos de verificar ao fundo, o que realmente nos trás prazer, e que possa estar relacionados com o beneficio financeiro, onde possamos concilia-lo até a nível de um hoby ou passatempo, basta ficarmos atentos a leitura do nosso intelecto, aliando a oportunidade de arriscarmos uma possível mudança que a vida nos apresente, temos de ter a coragem de mudar e talvez, pagar o preço pela busca dos nossos verdadeiros sonhos e vocações...

Já o que diz respeito ao lado emocional, apesar de acharmos que nem sempre depende de nós, acabamos por nos enganarmos e imputarmos aos outros, a responsabilidade pelos erros e desencantos que não fomos capazes de contornar ou administrar..., perdemos de vista que sempre depende de nós, o nosso bem-estar emocional, não podemos delegar aos outros uma posição emocional que deve ser sempre nossa!... E que como seres compostos de uma massa emotiva muito forte e densa, a maturidade emocional, independente da idade existencial ou cronológica; é que caímos no erro de criar um estereotipo de pessoa para objecto do nosso amor, e acabamos por buscar na outra pessoa o que temos de melhor em nós próprios...., esquecemos nessa hora que temos o nosso lado não tão bom, e quando o vemos na outra pessoa começam os conflitos e desilusões... porque para o verdadeiro encontro, temos de estar preparados para fazer concessões, nos desprendermos do apego, da mesquinhez... O preparo para isso vem antes de mais nada, do tratamento que damos a nós próprios e aos nossos erros e sentimentos, não podemos projectar nos outros as nossas perfeições esquecendo as imperfeições..., pois o outro além de personalidade e vontade próprias, também acaba por ser fruto de nossas escolhas e busca de ideias... Esses projectos de vida independente efectivamente de nossa vontade, temos que antes de tudo, aprendermos em nosso dia-a-dia, a exercitar o encontro com nossas perfeições e imperfeições, que descuidadamente são projectadas nos objectos de nossos amores..., Temos de ser generosos com a individualidade daqueles a quem resolvemos por opção, dedicar um sentimento que antes de mais nada deve ser encontrado, trabalhado e preservado dentro de nós!!!!

 

KATYANE NASCIMENTO escreve: anatomiadossentimentos às 17:52
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Março 04 2009

Quando perdemos algo muito precioso na nossa vida ou importante para nossa existência, nos pomos a questionar porque perdi? – Mas na verdade a pergunta deveria ser: Será que eu tinha? Se pararmos para reflectir a fundo o que vem a ser este sentimento de profundo abandono que nos invade, veremos que o que estamos lamentando não é a perda do que tivemos, mas o lamento do que poderíamos ter tido e que já não pode mais acontecer, pois o que tivemos antes de o perder é nosso, já vivemos, já sentimos e ninguém nos tira mais, porém o lamento mais profundo é mesmo por aquilo, que jamais teremos com a ausência do objecto da nossa perda, seja ele, um grande amor, alguém muito querido, ou até mesmo a perda do sentimento que nutrimos por alguém, o vazio que nos consome, se transforma numa estrada descampada, onde percebemos a insegurança de seguir adiante e muitas vezes, sem saber por onde, o nossos emocional enxerga apenas um “Oco”, nos dá uma vontade de se sentar no início deste caminho, e ficar contemplando a estrada, na esperança de que o processo de perda retroceda, e tenhamos de volta aquilo que achamos que perdemos, mas que na verdade nunca nos pertenceu. Precisamos abrir os olhos e o coração, para olhar em volta, e descobrir, não o caminho de volta, mas sim o caminho, para novas oportunidades, novos sentimentos, e perceber novas formas de viver e de amar, pois o tempo não pára e jamais voltará... A vida e o tempo, andam de mão dadas a caminhar sempre para frente!

 

KATYANE NASCIMENTO escreve: anatomiadossentimentos às 15:38

Fevereiro 18 2009

É muito difícil uma análise descritiva do amor... fica mais simples, fazer uma colectânea de varias descrições... nem todas serão minhas, algumas nem sei quem é o autor, porém não limito o amor, nem como verdade única, pois a verdade não é única... Como elemento sublime, o amor pode ser qualificado, porém jamais quantificado, seria uma grande presunção de minha parte, achar que posso descrever o amor, este tem formas próprias e nuances únicas, porém de essência pura sempre! Segue alguns dos pensamentos colectados:

A inteligência sem amor, te faz perverso.

A justiça sem amor, te faz implacável.

A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.

O êxito sem amor, te faz arrogante.

A riqueza sem amor, te faz avaro.

A docilidade sem amor te faz servil.

A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.

A beleza sem amor, te faz ridículo.

A autoridade sem amor, te faz tirano.

O trabalho sem amor, te faz escravo.

A simplicidade sem amor, te deprecia.

A oração sem amor, te faz introvertido.

A lei sem amor, te escraviza.

A política sem amor, te deixa egoísta.

A fé sem amor te deixa fanático.

A cruz sem amor se converte em tortura.

A vida sem amor... não tem sentido....(Pense a respeito)...

 

KATYANE NASCIMENTO escreve: anatomiadossentimentos às 19:18

Fevereiro 12 2009

Há alturas de nossas vidas que somos envolvidos por uma aura de tristeza profunda..., algumas vezes com razões sólidas de ser, outras nem por isso... porém o que nos deixa sem os pés assentes no chão, é esta vontade que nem sempre é de chorar, é uma espécie de dor que dói e pronto, mas não uma dor física específica, é um desconsolo na “alma”, que por muitas vezes sentimos vontade de ficar quietinhos num canto, uma vontade esquisita de se deixar levar pelo tempo, quase como se quisecemos “muchar” como uma flor sem vida, sem esperança, sem hoje e sem amanhã..., apesar de termos total consciencia de todas as coisas boas da vida, e de tudo que representamos para as demais pessoas que nos ama, e a quem amamos, muitas vezes estas fases servem para fazermos um verdadeiro balanço dos nossos sentimentos, pelos outros e por nós próprios,  como se estivessemos num momento de embrionagem, quase que envoltos num casulo, e nem nos damos conta, considero até saudável, que de vez em quando possamos nos sentir assim, pois é mais uma forma de verificarmos o nível de sentimento que nos envolve com o mundo, e com tudo que se passa emocionalmente em nós, pois aqueles que não sabem se respeitar na tristeza, de certo jamais saberão valorizar a verdadeira alegria, que move um coração redimido e sincero para com as adversidades do mundo... a tristeza é necessária, e importante, tem de fazer parte do sentimento humano, acaba por ser muitas vezes a verdadeira redenção dos nossos erros, e acima de tudo a sincera demonstração de que que não estamos alheios as coisas, nem as pessoas a nossa volta, seja qual for o motivo causador deste sentimento...

KATYANE NASCIMENTO escreve: anatomiadossentimentos às 20:35

Janeiro 29 2009

Existe dentro de cada um de nós, a liberdade muitas vezes inconsciente de que somos os únicos responsáveis pelas nossas “escolhas”. A partir do momento que nos tornamos adultos, no dia-a-dia, na vida prática, desde a hora em que levantamos, até a hora em que deitamos, estamos a fazer escolhas que passam por: ir ou não trabalhar, comer neste ou naquele lugar, ir para casa ou a outro lado qualquer e etc. O que é mais curioso, é não nos apercebermos das escolhas que podem afectar directamente o nosso futuro, o destino bom ou mal, que daremos à nossa vida. Estas escolhas, as vezes passam a ser um marco decisivo para o seguimento ou não do nosso bem-estar pessoal, precisamos estar muito atentos, e   levarmos em consideração  os nossos verdadeiros “valores”, estes são elementos essenciais, para no futuro passarmos ou não pelo factor “arrependimento”. Valores estes, que dependem apenas do interno pessoal, não devendo nomeadamente ser passivo do julgamento alheio no momento de nossas escolhas, não podem, nem devem serem vistos por quem está de fora, como alvo de críticas ou louvores, pois estes dependem exclusivamente da realidade emocional, cultural e social de cada um; quanto aos elementos “certo” e “errado”, acabam por serem muito subjectivos e relativos dentro da realidade  da  pessoa enquanto individuo.

Existe uma profunda margem de erro quando  qualificamos a verdade como “única”, na prática toda nossa existência, passa nomeadamente pelo “relativo”... Não se pode  nunca, ter a pretensão de pensar que algo que não nos serve como “verdade”, seja relativamente  falso e errado, para a vida de outras pessoas.

No momento das “escolhas”, todos estes factores: valores, verdade e experiências pessoais, são os que devem realmente pesar, - até porque, o que faz  uma pessoa ser experiente, não são os episódios pelos quais ela passou, mas o que ela aprendeu com estes episódios – Na hora de uma “escolha”, tudo isso é o que conta, devemos sempre consultar o nosso “interno”,  escutar a "nós próprios", antes de uma “escolha”...  se lá para diante percebermos que fizemos  a  “escolha” errada, ao menos teremos nossa consciência a dizer que procuramos faze-la da melhor forma... mas, se o resultado for o contrário, permanecerá sempre a confiança em si próprio de que,  para além de ter a liberdade de escolher, ainda fizemos a escolha acertada! Lembre-se sempre: “A VIDA E AS CIRCUNSTANCIAS NOS DÃO A OPORTUNIDADE, NÓS É QUEM FAZEMOS AS ESCOLHAS”...


Janeiro 20 2009

Quantas vezes as situações a nossa volta, fogem ao nosso controlo?! Parece que tudo conspira contra nós, e contra nossos interesses! As vezes nessas horas, não conseguimos discernir o certo do errado, somos invadidos por uma espécie de cegueira emocional, ficamos quase que bloqueados de pensar ou agir com clareza e frieza, o desespero é como se fosse uma cólera a invadir nossa mente, provocando uma profunda sensação de impotência, e a nítida certeza que tudo por perto está a ruir! É nesse momento que a maioria das pessoas esquecem de parar, analisar, perguntar com frieza a seu interno: como posso mudar isso, ou reverter a situação?  se esta pergunta for feita de forma madura e consciente, mesmo que as circunstancias não dependam efectivamente de nossa vontade, de alguma forma, o nosso interno responde ao chamado de socorro, nós é que, por estarmos absorvidos pela sensação de pânico,  por vezes, ficamos surdos as respostas que são fornecidas pelo nosso inconsciente emocional, devemos  travar o impulso do desespero a todo custo, nem que seja na real tomada de consciência que, se não podemos definitivamente resolver a situação,  absorver a máxima – as vezes muito triste – de que, aquilo para o qual não se tem remédio,... - remediado está... tentar minimizar o impacto do prejuízo, sem se deixar levar pelo mórbido conformismo,  antes de aceitar como realidade, procurar friamente a busca da solução, pararando por um breve período a reflectir, ponderar, não se deixar levar pelo sentimento negativo, mas tentar perceber o que podemos aprender sobre a situação, nos prepararmos para  situações futuras, e acima de tudo nos fortalecermos, pois uma das grandes lições do desespero, é aprendermos o verdadeiro motivo que nos jogou a tal situação, daí em diante passar a evita-lo,  - é a vida, sempre a nos cobrar posições e atitudes maduras...

 

 


"SAIA JUSTA" significa um "EMBARAÇO", aquele momento pelo qual já passamos algum dia, em que não pode-se nem mentir nem falar a verdade. Um espaço para comentários, depoimentos,citações, pensamentos, factos do nosso dia-a-dia
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